De tarde, fui acertar os papéis com a locadora.
Uma mulher que mora em petrópolis, natureba e totalmente a favor de morar em copacabana.
Quando falei da profissão de Tai, ela se encantou e puxou um livro sobre pedras e ficou quase uma hora filosofando.
Paciente que sou, escutei tudo, fechei o que tinha que fechar e voltei ao trabalho para a noite ocupar o lugar.
Enfim chego.
Sensação de casa. Boa sensação.
Nunca valorizei tanto guardar minhas roupas no guarda-roupas, de de ter uma cozinha e uma cama confortável (cama graaandee).
Cheguei de noite e, depois de arrumar tudo, fui fazer o reconhecimento de terreno.
O prédio fica a uns 100 metros da orla e fui andar por ali mesmo.
Alguns passos em sentido pontal e já estava na frente do copacabana palace. Grandioso e com sua faixada imperial. Tão parecia tão diferente diferente do que via na tv. Alguns segundos e já me cansei daquilo.
Voltei por dentro e achei uns botecos. Parei para tomar uma cerveja e ria com a descontração dos Cariocas naquele momento. Povo feliz que me faz feliz também.
Mais feliz ainda quando Tai e o nosso bebê chegarem (ainda não sabemos o sexo).
Foram indas e vindas do trabalho para lá.
Sempre andando em caminhos diferentes e tudo muito caro. Mas não me importava, pois o diferente é bom e faz bem pra pele.
O lixo, as crianças dormindo na rua e as putas cantando por "umazinha" toda hora não me intimidavam e sim me fazia pensar em muita coisa. Desgraça urbana.
Copacabana serve como uma bela faixada, mas não dá coragem de tomar banho naquele trecho onde desemboca uma grande boca de esgoto direto para praia. O leme era ali do lado... só fui me ligar disso bem depois e não aproveitei este trecho como deveria.
Não acho que é copacabana princesinha do mar, e sim aberração urbana.
Parece que eu odeio, né? Não, apenas lamento uma parte tão postal ser apenas tão...postal.
A internet não pegava lá.. tava foda... falar com Tai só nos orelhões e seus panfletos de putas e travecos coladas na parte de dentro da cabine.
"Faço boquete e tomo seu leitinho por R$ 20,00". Existe forma mais corajosa de sobreviver? É fato.
Uma noite dessas, uma puta agarrada com um gringo, o empurrava para o hotel do lado do meu apartamento. Ela ria como se estive na sua noite de fartura. O gringo só falava Ok Ok.
Logo, iria receber a visita de meu parceiro de filmes, Marco Stroisch. Ele iria editar-finalizar o áudio do Blackouts (trilha sonora minha: http://www.youtube.com/watch?v=4UISE5Y7Chc) aqui e pediu um cantinho lá no meu apê!
Fiquei feliz pra cacildis e, uma semana antes, fui visitar alguém que está no top 10 special of my life. Minha amiga Paula.
Combinei uma visita noturna para conhecer o apartamento que ela divide com o seu namorado Mateus.
Mostrei secretamente o Blackouts para a Paula que estava super ansiosa para ver! Ainda bem que o Marco mostrou depois, se não iria me matar! hehehe
Casal inspirador. Abraços e afetos sem fim que me deixam com palpitações fortes de felicidade no coração. Ali começava um laço mais forte ainda com pessoas queridas.
Enfim Marco chega!
Abraços e felicidades a flor da pele. Entrego as chaves do apartamento para ele lá na empresa e passamos quase uma semana de muita alegria.
Quando passamos uma tarde com Paula, foi o dia do trio cair na gargalhada e se divertir sem parar.
- Paula! Para de pagar tudo, menina!
- Deixa! (risadas de porquinha!) Vocês são meus convidados no rio.
Cafés, nhoque da fortuna, doces, cigarros e cervejas!
No outro dia fomos ver o "Anti Cristo" de Lars Von Trier. Assustou, chocou e encantou.
Uma leitura magnífica da mente feminina obsessiva com uma edição peculiar.
Quando me lembro de algumas cenas, me doem as partes...
Em um outro dia, perto do final da estadia do Marco, o mesmo me fala que iria ficar as últimas noites em um hotel.
Fiquei brabo, mas respeitei e entendi o movimento. Por sorte, o hotel era praticamente do lado do apê.
Em uma noite, ainda com o Marco aqui, fomos eu, Paula, Mateus e o irmão deste passar uma noite na Lapa.
Divertida é apelido. Muitas risadas, andando para cima e para baixo. Cumprimentando dono de bar, conhecido de Mateus e Paula, que nos arregou uma cervejinha e um excelente atendimento. (Recomendo o Pub Irlandês na Lapa)
Cachaça, cerveja, risada. Cachaça, cerveja, risada.
Coisa boa, né?
Logo, o começo de um novo dia está próximo e estamos eu, Marco, Paula e Mateus quase que jogados em uma mesa quando decidimos que era hora de ir.
A ressaca no outro dia foi violenta, mas totalmente feliz.
Fomos eu e Marco visitar uma cobertura sensacional na Afonso Pena com um preço de aluguel tentador.
Para variar, chegando no lugar, tinha uma fila enorme para ver o apê.
Me encantei e corri de lá direto para procurar documentação...
Marco vai embora e fico sem meu amigo por perto. Os dias em copacabana estão se acabando e ainda não consegui arrumar um lugar para alugar...
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